APRESENTAÇÃO
ASPECTOS DA HISTÓRIA GONÇALENSE ATRAVÉS DO REGISTRO FOTOGRÁFICO.
NOTAS BIOGRÁFICAS DE FOTÓGRAFOS.
ATIVIDADES (GERAL)

 

 

 

 

É com muita alegria que o Laboratório de Pesquisa Histórica da Faculdade de Formação de Professores oferece a você, professor (a), esse Caderno Pedagógico que acompanha a Exposição Itinerante "Imagens de São Gonçalo: Fotografia e História". Tal como a Exposição, desejamos que esse material seja mais um estímulo ao seu trabalho de fazer lembrar uma cidade que vive na memória de sua população, pulsa na ação de seus habitantes e renova-se nas possibilidades de construir o futuro.
Se os registros fotográficos despertam nossas emoções sobre a vida da cidade onde moramos, trabalhamos, estudamos, isto por si só não nos basta. Queremos partilhar com você um outro valor pedagógico: o de rememorar e/ou reescrever outras histórias de São Gonçalo, inspiradas nessas e noutras imagens.
Isto é, queremos unir sensibilidade e imaginação criativa para conversar, desenhar, escrever narrativas, tendo como eixo a vida na cidade de São Gonçalo. Neste sentido, a fotografia como uma elaboração do vivido, seja pelo fotógrafo profissional, seja pelo amador, por nos deixar ver inúmeros sentidos sobre esse local, pode servir como pretexto para produzir múltiplos olhares e interpretações do passado de nossa cidade. Desejamos que novos temas venham a fazer parte do elenco de objetos retratados pelos historiadores de São Gonçalo.
Interessa-nos, também, instigar os estudantes para o ato de fotografar e conhecer as suas técnicas, apreciar e consumir fotografias, sabendo que no mundo das imagens, esse circuito social - conhecimento, apreciação e consumo de fotografias - produz um universo simbólico que merece ser conhecido e desvendado.
Reconhecemos que as imagens fotográficas não se esgotam em si mesmas, antes são pistas, para desvendar o passado. Elas mostram um fragmento selecionado de um momento e são portadoras de significados não explícitos, de ambigüidades, de omissões pensadas, que aguardam pela decifração por parte do leitor. Neste sentido, se a fotografia informa ou deixa de informar, ela também conforma uma determinada visão de mundo.
Nosso caderno pedagógico está constituído de três partes: um ensaio histórico através das imagens, um conjunto de atividades voltadas ao apoio pedagógico na visita à Exposição e um apêndice, contendo notas biográficas sobre alguns fotógrafos que retrataram São Gonçalo e um breve relato sobre a Sociedade de Fotografia Gonçalense.
O conjunto de atividades foi montado tendo em vista quatro categorias de pensamento: tempo, espaço, memória e identidade. Categorias, no nosso entender, fundamentais para a produção do conhecimento histórico. Elas procuram articular uma pedagogia do olhar à produção do conhecimento histórico, no espaço escolar.
Na primeira categoria, valorizamos as noções de seqüência e duração. Procuramos a organização de seqüências cronológicas, permanências e rupturas na percepção social e afetivas das imagens. Quanto ao espaço, consideramos não apenas o espaço físico com suas características mas, também o espaço social dos lugares retratados. Ao exercitar a memória do tempo-espaço gonçalense, pretendemos capturar lembranças e esquecimentos que nos permitam recordar, sob as lentes dos fotógrafos, imagens que perenizaram acontecimentos, lugares, ritos, flagrantes do cotidiano da cidade atualizando-as com as nossas questões do presente. E, retomando as categorias anteriores, temos a oportunidade de buscar as marcas sociais e individuais que conformam nossas identidades enquanto agentes culturais na cidade.
Resta-nos, finalmente, dedicar a você, professor (a), nossa publicação e nosso esforço por dar vida ao trabalho com as "Imagens de São Gonçalo: Fotografia e História".

 

 

Rui Aniceto Nascimento Fernandes*

Oito de dezembro de 1958. Fim do ano escolar. Momento importante para muitos estudantes jovens, adolescentes ou crianças. Para alguns é o fim de uma fase - a escolar - e o início de outra - a de encarar o mercado de trabalho. Para outros é o término do seu primeiro ano escolar ou de mais um ano letivo na seqüência de outros que viriam.
Para um conjunto de alunos do Grupo Escolar Luiz Palmier a data não significou apenas o findar de mais um ano letivo ou, quem sabe, de seu primeiro ano escolar. Para mais de cem crianças, representou a sua participação em uma cerimônia que lhes proporcionaria - e aos adultos seus responsáveis - a reafirmação de laços sociais e religiosos. A Igreja Matriz de São Gonçalo estava cheia. Pais e seus convidados, professores e funcionários do Grupo Escolar presentes. Inicia-se a celebração eucarística. Leituras bíblicas e a pregação do pároco. O sacerdote promovera os ritos eucarísticos. Os alunos receberam sua primeira comunhão provavelmente das mãos do Monsenhor Godofredo Barenco Coelho, pároco da matriz à época.
O fotógrafo Ribamar buscou perenizar este significativo momento pedindo que as crianças posassem para uma foto diante do templo. Tumulto. Crianças falando, correndo, rindo. Os responsáveis separaram-se de seus filhos para que eles formassem a fila. O fotógrafo, orientando a organização, pediu a formação de um triângulo para enquadrá-las. Os adultos ladeiam as crianças. Alguns "anjinhos" de mãos postas como que a rezar. Um outro abaixa a cabeça. Uma menina vira o rosto como que para comentar algo com seu colega do lado. A maior parte das crianças olhando para a câmera. Os adultos também fixam-se no fotógrafo, um ou outro dispersa-se olhando para o lado no exato momento em que o flash é disparado. A fotografia foi feita.(1)
Em um primeiro instante pode-se encarar a fotografia como o registro fiel daquele momento. Mas o que foi retratado foi a primeira comunhão na realidade? Se analisarmos o que foi retratado observaremos que ocorreu a construção de uma imagem para a posteridade sobre o momento. O fotógrafo organizou o posicionamento dos retratados, enquadrou-os na lente de sua máquina, ajustou o foco e criou a imagem. Não apenas na organização da imagem observa-se a intervenção do fotógrafo e de outros fatores. Por que a fotografia foi feita fora do templo? Provavelmente não apenas por não haver espaço para o enquadramento de todas as crianças. Talvez limitações técnicas e tecnológicas levaram a opção pelo exterior. Deve-se conhecer o tipo de máquina que foi utilizada e os processos técnicos proporcionados por este equipamento para entendermos o porque da retratação em ambiente aberto. Isto deve ser levado em conta já que, diversos equipamentos, durante a primeira metade do século XX, não possuíam a capacidade de retratar situações em ambientes fechados, pouco iluminados. Tal limite ocasionava a retratação no exterior das construções, em ambientes abertos, com bastante luminosidade.
Findada a cerimônia e retratada a ocasião dispersou-se a organização. Os pais saíram à "caça" de seus rebentos. Se foi um domingo pela manhã as famílias retornaram para suas casas para outro momento de reafirmação de laços e de convívio social: o almoço familiar de domingo.

Se para os séculos anteriores ao XX as possibilidades de construção da história de São Gonçalo parte de uma documentação eminentemente escrita; neste encontra-se uma profusão documentos que permitem análises multifacetadas das diversas experiências da sociedade gonçalense.
Encarando-se documento como qualquer vestígio produzido pelo homem observa-se que não é apenas o documento escrito a fonte histórica. Todo documento é uma produção de seu tempo; é um registro que a sociedade daquele momento decidiu perenizar de si própria.
No século XX há uma profusão de registros documentais. Variedade não só pela abundância, mas pelos formatos diversos. Dentre esta variedade pode-se inserir o registro fotográfico. Assim como os demais registros a fotografia não retrata o real passado. É um registro construído e preservado de acordo com intencionalidades específicas. A fotografia anteriormente analisada bem demonstra essa construção.
As imagens da Exposição Itinerante "Imagens de São Gonçalo: Fotografia e História" permitem-nos (re)construir algumas experiências vivenciadas em São Gonçalo no decorrer do século passado.
A fotografia da primeira comunhão do Grupo Escolar Luiz Palmier permite-nos levantar questões sobre a educação, a religiosidade e sobre a interligação desses dois temas.
Como já salientado anteriormente, a retração da ocasião ocorreu no exterior da Matriz. Tal fato ocorreu não apenas em decorrência de questões técnicas e do desenvolvimento tecnológico da fotografia. Percorrendo a exposição observa-se como a escola é retratada no período ou como se deixava retratar.
A escola é quase sempre apresentada em sua exterioridade. Ora apresenta-se a estrutura física exterior da mesma, ora a sua participação em eventos que não os cotidianos.
Em 1938(2) e 1939(3) retratou-se o Grupo Escolar, e posteriormente a Escola Municipal, Cardoso de Fontes Paiva. Assim como o Grupo Escolar Adino Xavier - retratado também na década de 1930(4) - os alunos deixaram suas carteiras; os professores suas mesas e o quadro de giz; os diretores seus gabinetes e os funcionários seus afazeres. Todos posicionaram-se em frente ao prédio escolar para a fotografia.
Anteriormente, na década de 1920, Daniel Ribeiro considerou o prédio do Grupo Escola Nilo Peçanha significativa construção pertinente a retratar a região no Álbum do Estado do Rio de Janeiro para as comemorações do Centenário da Independência do Brasil(5).
Festas e comemorações diversas são outros momentos dessas representações.
Rotineiras ou não as homenagens fazem-se presentes como a recebida pela professora Hermínia Vaz, em 1948(6).
Eventos de certa periodicidade do calendário escolar promovem um misto de elementos escolares e outros. As festas, como a do Livro da Escola Maria Antunes(7), ou a da Primavera do Grupo Escolar Santos Dias(8), ambas da década de 1960, reúnem a comunidade escolar - pais, alunos, professores e funcionários - e atores outros - convidados dos participantes e até autoridades, como é o caso da Festa da Primavera da Escola Municipal Júlio Lima que contou com a presença do prefeito Gilberto Afonso Pires(9).
As formaturas são outras dessas ocasiões de união de elementos mistos. A missa de formatura da primeira turma da Escola Normal de São Gonçalo(10), na Igreja Matriz, retrata, além de professores e funcionários, as alunas, seus parentes - é provável que ao lado das normalistas estejam seus respectivos pais - e convidados. As fotografias de formatura ainda podem homenagear figuras queridas pela turma formanda. A turma de contabilidade(11) e outros formandos(12) do Colégio São Gonçalo fizeram questão (ou assim foram levados a querer) de retratar o momento ladeando a professora Estephânia de Carvalho - na turma de contabilidade, por exemplo, há até uma formanda abaixada em frente a grande educadora, como que sobre sua proteção.
O ápice da presença externa da escola é a sua participação nos desfiles cívicos municipais. Dentre as datas cívicas, convocativas à participação das escolas, destaca-se o aniversário da emancipação política do município. O 22 de setembro era, como ainda é, a data maior do município. As escolas preparavam-se com esmero para a ocasião. Em idos tempos participava toda a escola. Alunos convocados apresentavam-se bem alinhados. A principal rua da sede do primeiro distrito era fechada. Palanque montado em frente a Prefeitura. Autoridades presentes: o prefeito, o seu secretariado, militares e também importantes convidados como, por exemplo, o governador Amaral Peixoto e sua esposa que compareceram ao desfile na primeira metade dos anos de 1950(13). Os alunos eram organizados por escola em forma militar. Faixas à frente indicando(14) a escola passante. Em alguns casos seguia a banda tendo a frente a sua baliza(15), antes de todos os demais.
A comunidade escolar apresenta-se nas festas e comemorações. Mas e o seu interior? Como era o espaço físico interno da escola? E a sua dinâmica cotidiana é só festa? Como ocorre o processo ensino-aprendizagem? A relação professor-aluno? Os conflitos internos? E a influência de outros fatores extra escolares? Não se há de pensar que tudo era harmonioso no interior da escola - que não havia divergências entre os professores e diretores, entre estes e os seus mantenedores - como a representação em eventos externos e comemorativos pode pretender passar.
Dentre o que se poderia chamar de fatores extra escolares encontramos a ligação da educação e a religiosidade católica. Duas das fotografias da Mostra retratam ocasiões onde há a presença escolar na Igreja Matriz(16) - a fotografia da primeira comunhão do Grupo Escolar Luiz Palmier e a da formatura da turma de normalistas da Escola Normal do Colégio São Gonçalo.
Se analisarmos a história da educação brasileira nota-se a significativa participação da Igreja Católica neste campo. Foram os jesuítas os primeiros educadores formais na colônia e com a sua ausência, em decorrência da expulsão da ordem de Portugal e de suas colônias ultramarinas no período pombalino, há a desestruturação do sistema de ensino lusitano. O alijamento jesuítico das questões da educação não significaram o término da influência da Igreja neste campo. Nem mesmo a República, com sua perspectiva de laicização da educação, conseguiu tal intento.
Não podemos ter a medida dessa influência nas escolas gonçalenses, mas essa era inegável, pois se haviam alunos do Grupo Escolar Luís Palmier fazendo sua primeira comunhão na Matriz é porque houve todo um momento de preparação anterior - a catequese - que provavelmente não ocorreu em outro local que não o ambiente escolar; caso contrário não haveriam discentes desta unidade de ensino fazendo sua primeira eucaristia, haveria sim a dispersão dessas crianças em turmas de catequese da paróquia ou de suas comunidades.
O Colégio São Gonçalo é um caso significativo. O prédio do colégio anteriormente havia sido o claustro de uma ordem religiosa feminina; localiza-se praticamente ao lado da Igreja Matriz e promove a comemoração de formaturas com missas no templo.
Ícone gonçalense, a velha matriz(17) resiste ao tempo e às intervenções do homens, demostrando a marca da religiosidade católica na constituição da vida gonçalense em diversos campos.
Construído enquanto símbolo do município apresenta-se nas diversas representações oficiais do governo da comuna. Seu titular, no final dos anos de 1940 até 1966, Monsenhor Godofredo Barenco Coelho, foi importante figura no cenário político-social de então.
As influência desta religiosidade aparece marcando os ritmos de vida de um sem número de indivíduos com suas festas e ritos; - batismos, casamentos, óbitos, missas, dia do padroeiro, entre outros - seu papel político é de destaque; - no lançamento da pedra fundamental da Casa da Criança, ao lado de Monsenhor Barenco e de D. João da Matta, lá estavam o prefeito Gilberto Afonso Pires e o ex-prefeito Egídio Justy(18) - é a instituição que promove um dos locais do convívio social.
Não só a religiosidade católica marca a sociedade gonçalense. O protestantismo deixa também uma forte influência na representação social, política e simbólica da cidade. Encontra-se a presença batista pelo menos desde 1918 no solo gonçalense. O primeiro templo da Igreja Batista - hoje demolido - também foi representado como símbolo do município(19). Seus ritos específicos marcavam a vida de outro sem número de indivíduos como foi o caso do fotógrafo Sinésio Pires Cavalcante que fez questão que fosse representado o que considerava ser um significativo momento: a entrega da bíblia, que geralmente é feita quando da conversão(20).
Momentos marcantes são as festas religiosas. Mas não só destas vivia o município nas décadas de 1950-1960. Os desfiles cívicos e as festas "profanas" como o carnaval e os concursos de Miss promovidos pelos Clubes - Mauá(21) e Tamoio(22) - dão o tom da agitação cultural e social do período na sede do distrito.
Mas a velha vila não vive só de grandes festas e o convívio social não se restringe à sede do município. A praça ocupa papel de destaque no cotidiano da população. É, de certa maneira nelas que se concentra a vida dos bairros. É ao redor da praça que se encontra a padaria, o mercadinho, a farmácia, o ponto de ônibus, a parada do bonde. É na praça que se marcam os encontros. As crianças lá reúnem-se para brincar sob o olhar, às vezes não tão vigilante das mães, que aproveitam o momento para conversar com as amigas; os mais velhos tem o instante de encontro para a conversa sem pressa; os jovens tem nela a oportunidade do flerte e dos namoricos.
Lá estão a da Lira(23) , da Vila Lage(24) , a Dr. Luiz Palmier(25) , a do Zé Garoto(26).
É o locus não só da vida cotidiana como também dos importantes acontecimentos. A concentração das escolas para o desfile do 22 de setembro ocorria na praça Estephânia de Carvalho. Nesta ocorriam também os comícios políticos(27) .
A vida política da região foi intensa no período da democracia desenvolvimentista. O município foi merecedor de destaque nas campanhas presidenciais de 1955 e 1960, quando candidatos aos cargos maiores do executivo nacional pleitearam votos nas terras gonçalenses.
Em 1955, Ademar de Barros discursava na rádio Mapinguari(28) enquanto Juarez Távora adotou uma estratégia diferente. Apoiado pelo deputado Tenório Cavalcante(29) , Juarez fez um comício para a população(30) na rua.
Na sucessão presidencial em 1960 lá estavam novamente os candidatos nacionais. Em 13 de agosto o homem da vassoura fez corpo-a-corpo e foi cercado pela população quando o flash do fotógrafo Sinésio Pires Cavalcante "flagrou" o beijo de uma criança no então candidato(31) . João Goulart falou para uma Assembléia eminentemente masculina em uma sala, na sua luta pela vice presidência(32) .
Personalidades nacionais presentes agitando o clima político já intenso da localidade. É na década de 1950 que se encontra uma maior estabilidade em relação ao executivo municipal. Entre a emancipação política, em 1890, e o início do período de democratização pós Estado Novo, em 1945, o município contou com nada menos que 54 chefes do executivo - inclui-se aí os presidentes da Câmara que assumiram a função, os interventores e aqueles que assumiram por mais de uma vez o mandato (contabilizou-se os mandatos e não os indivíduos). Ou seja, praticamente o município teve um governante por ano neste percurso de 58 anos - excluindo-se aí o breve período de 4 meses em que a região voltou a pertencer a Niterói em 1892.
Apenas com o governo de Egídio Justy (1947-1951) há o que se poderia chamar de estabilidade do executivo com sucessões eleitorais, mais ou menos ineterruptas, até hoje.
Projetos diversos para a política local entraram em debate, como já se afirmou. Lá estiveram os comunistas apresentando suas propostas(33). Os petebistas e os udenistas também não podem ser esquecidos.
Gilberto Afonso Pires representa bem o momento de intensidade organizacional do período. Eleito prefeito em 1951 permaneceu no cargo até janeiro de 1955, e sempre aparece nas diversas associações locais exercendo seu papel: participa da festa da primavera da Escola Municipal Júlio Lima, presencia o lançamento da pedra fundamental da Casa da Criança, entre outras atividades(34) .
Na década de 1960 elegeu-se a primeira vereadora do município: a professora Aída Faria(35).
Intensa atividade que demonstra as múltiplas presenças das associações e as interações destas com o poder político. Uma professora eleita vereadora, o prefeito participa de festas escolares e atividades da Igreja Católica. Pode-se citar uma associação que mereceu destaque na Exposição: AGE.
A Associação Gonçalense dos Estudantes - AGE - teve grande atuação no período, pode-se dizer até a sua fase áurea, pois, hoje, já não encontra representatividade entre a classe estudantil como nesta fase. Mas não só de política vivia a AGE. Se por um lado, em 1952 encontra-se o seu presidente - Geraldo Lemos - discursando na presença de importantes figuras da política local - como por exemplo o Dr. Luiz Palmier, Lauro Baptista entre outros(36) - e a visita a rádio Mapinguari(37), na mesma década encontra-se a descontração dos jovens estudantes em um momento como uma roda de conversas(38) ou no ônibus(39) que levava os estudantes para o quê? (um passeio ou uma manifestação?).
Intensidade política que vinha acompanhado de um otimismo democrático. Busca pela transformação em diversos campos que não só o político. Os projetos de transformação na vida dos indivíduos que viveram em São Gonçalo no século passado envolveram diversos aspectos - alguns já analisados, outros não - que estão presentes nas fotografias. São projetos na educação, na religião, nos bairros, nas comunicações, na política, no mundo do trabalho, no mundo simbólico e em outros que geraram as imagens da Exposição. Todos esses níveis agem e interagem formando a vida na velha vila, a vida no município neste período. As fotografias permitem-nos (re)construir diversos desses aspectos. Contudo será sempre uma visão do que indivíduos e grupos que viveram naquele período procuraram transmitir às gerações futuras. Um cruzamento com outras fontes nos permitirá análises outras que podem até mesmo contrapor-se com as análises aqui esboçadas. Já nos idos de 1940, Luiz Palmier iniciava seu clássico trabalho sobre São Gonçalo, escrevendo que "A história de São Gonçalo ficará ainda por escrever...(40)" . Esta afirmativa tem múltiplas implicações mas para o nosso caso presta-se à constatação da infinitude da perspectiva histórica, não só na (re)construção do passado como na ação de cada um de nós que é sujeito da História.

 

 

 

 

 

 

1 Conversando sobre São Gonçalo

 

 

OBJETIVO

A atividade em questão tem como objetivo a análise das fotografias gonçalenses, levando em consideração critérios como tempo, espaço, memória e identidade.
Espera-se com essa atividade sensibilizar o aluno para conversar sobre a cidade.


ATIVIDADE

O professor pedirá que o aluno destaque uma foto de sua preferência. A partir daí pedirá que ele justifique, por escrito, sua seleção e escreva suas impressões sobre ela.

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo".

 

 

 

2- Construindo uma História

 

 

OBJETIVO

As fotografias são fontes para história de São Gonçalo, e esperamos que com essa atividade o aluno construa um pouco da história gonçalense nas décadas de 1950 (1950-1959), 1960 (1960-1969) e 1970 (1970-1979), discutindo permanências e mudanças.

ATIVIDADE

O professor pedirá ao aluno que destaque as fotos presentes em cada série referentes às décadas sugeridas. Dividirá a turma em grupos e pedirá que cada grupo analise as fotos destacadas, retirando delas as informações e impressões possíveis.
Em seguida proporá que cada grupo construa uma historia de São Gonçalo.

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo".


Essa atividade pode sofrer a seguinte variação:

Dividir a turma em grupos de acordo com as séries existentes na exposição (por exemplo, um grupo fica com a série "Festas e Comemorações" e um outro fica com a série "Ruas e Bairros", e assim por diante).
Pedir aos grupos que organizem as fotos em ordem cronológica (1920, 1930, 1940...). Organizadas as fotos, pedir aos grupos que escrevam uma pequena história a partir das fotos, das legendas, do pequeno texto de cada série cruzando com lembranças suas e de seus pais, quanto aos períodos e locais retratados (os alunos deverão entrevistar seus pais ou vizinhos, de modo a recolher as lembranças desses períodos retratados). Ao final desta atividade reunir todos os trabalhos dos grupos em um só.

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo" e entrevistas com pais.

SUGESTÃO DE ATIVIDADES EXTRACLASSES:

Sugerir que os grupos façam uma pesquisa sobre o conteúdo de cada série, mostrando o ontem e o hoje. Por exemplo as festas e comemorações: Quais delas ainda existem? Quais não existem mais? O que mudou nas que ainda existem? Qual a causa desta mudança em sua opinião?

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3- Reelaborando textos e legendas

OBJETIVO

Analisar as fotos de São Gonçalo, através da reelaboração dos textos de abertura e das legendas.

ATIVIDADE

Pede-se que os alunos, em grupo, reelaborem os textos de abertura de cada série e as legendas das fotografias de acordo com suas impressões.
O professor pode distribuir a turma de acordo com as séries e pedir que cada grupo exponha o resultado obtido.

RECURSOS

Textos de abertura das séries da Exposição "Imagens de São Gonçalo" e legendas das fotografias apresentadas.

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4- Discutindo conceitos

OBJETIVO

Discutir os conceitos utilizados nos pequenos textos das séries de fotos da exposição, como: lembrança, espaço físico e político, identidade, imaginário e panorâmica.

ATIVIDADE

Escolher um desses pequenos textos e junto com os alunos analisar seus conceitos. Assim, trabalhar os conceitos tornando-os visíveis no cotidiano dos alunos. Por exemplo, na série de fotos "Ruas e Bairros", trabalhar o conceito de aglomerados humanos, multidão e espaço físico; na série de fotos "Educação", trabalhar os conceitos identidade coletiva e espaço de sociabilidade e assim por diante com as demais séries.

RECURSOS

Textos de abertura das séries da Exposição "Imagens de São Gonçalo" e dicionário da língua portuguesa.

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5- Refletindo sobre identidades.

OBJETIVO

Refletir sobre as diversas representações das identidades presentes na Exposição (como por exemplo: religiosa, trabalhadora, estudantil, do bairro) para, a partir daí, refletir sobre a sua.

ATIVIDADE

O professor pedirá que os alunos observem as pessoas presentes nas fotos de toda a exposição. Destacamos alguns pontos para nortear essa observação, porém deixamos em aberto para outras sugestões. Destacamos:

a)- Homens / Mulheres:
b)- Profissões
c)- Escolarização
d)- Posturas
e)-Vestimentas

A partir daí o aluno traçaria um pouco das características dos indivíduos retratados. Poderiam ser levantadas mais algumas questões, como por exemplo: Por que as mulheres fotografadas estão mais relacionadas à atividades educacionais e fabris? Como é hoje? Quais os costumes referentes ao vestuário? São diferentes de hoje?

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo".

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6 - O fotógrafo e a fotografia.

OBJETIVO

Resgatar a história e a importância dos fotógrafos da exposição Imagens de São Gonçalo.

ATIVIDADE

Após a leitura da nota biográfica do fotógrafo Sinésio Pires Cavalcante (em anexo, no final deste caderno), e a concomitante observação de suas fotografias na exposição, pedir aos alunos para:

a)- Classificar sua fotografia (exemplo: política, paisagens, particular, esportiva, policial);
b)- Identificar os locais e alguns personagens que aparecem nas fotos tiradas por ele;
c)- Escolher uma de suas fotos e a descrever em um pequeno texto, levando em consideração o espaço físico, ou o tempo (a cronologia, a data), ou as mudanças, ou as lembranças que essa imagem traz;
d)- Discutir a importância dele como fotógrafo e, dessa forma, a sua contribuição para perpetuar a história gonçalense através de sua fotografia.

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo" e nota biográfica de Sinésio Pires Cavalcante.

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7 - Construindo a imagem.

OBJETIVO

Analisar detalhes de fotografias expostas procurando refletir sobre a fotografia como uma construção, por isso sujeita à subjetividade do autor (fotógrafo, agências).

ATIVIDADE

Fazer uma análise das fotografias da exposição referente ao baile de carnaval.
O professor dividirá a turma em grupos e a partir daí levantará um questionamento sobre as fotografias. Destacaremos algumas questões, sendo livre ao professor inserir outras. São elas:

a)- As fotos em questão parecem espontâneas ou não?
b)- Quantas pessoas estavam cientes da presença do fotografo?
c)- Qual o objeto central das fotografias selecionadas?
d)- Qual o método utilizado pelo fotografo para retirar a foto naquele ângulo ?
e)- Em que época foram retratadas ?
f)- As fotos destacadas são diferentes das atuais?

Pedir aos alunos que representem, através de desenhos, imagens do carnaval em São Gonçalo.

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo" - Fotos referentes ao baile de carnaval, localizadas na Série Festas e Comemorações.

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8 - Pensar o ontem e o hoje.

OBJETIVO

Através das fotografias de caráter histórico, sensibilizar os alunos a refletir sobre o seu universo hoje em dia.

ATIVIDADE

Após observar as fotografias da Exposição "Imagens de São Gonçalo", pedir que os alunos escrevam um texto sobre como é viver me São Gonçalo hoje em dia, abordando temas como:

a)- O Bairro em que moram;
b)- As festa da cidade;
c)- A escola onde estudam, entre outros.

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo".

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TEMAS CRUZADOS

Atividades a serem realizadas utilizando mais de um tema da Exposição.

 

 

1 - Observando transformações no espaço.

OBJETIVO

Observar as modificações do espaço físico, comparando as fotos da exposição, mais especificamente, a série de fotos "Panorâmica" e "Ruas e Bairros".

ATIVIDADE

Discutir com os alunos, após a observação da exposição Imagens de São Gonçalo, a transformação dos espaços vazios de São Gonçalo em bairros com aglomerados de casas, prédios, comércios e fábricas. Pedir aos alunos que produzam um pequeno texto relatando o que eles observaram quanto às modificações da cidade, aproveitando para conversar sobre o efeito dessas mudanças.

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo" - Séries Panorâmica e Ruas e Bairros.

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2 - Refletir sobre a identidade de grupos retratados.

OBJETIVO

Refletir sobre as diversas representações das identidades presentes na Exposição (como por exemplo: religiosa, trabalhadora, estudantil, do bairro) para, a partir daí, refletir sobre a sua.

ATIVIDADE

A partir das fotos referentes as Séries Educação e Festas e Comemorações, perguntar aos educandos como eles se identificam nesses grupos retratados? Por exemplo, se os educandos participam do Carnaval, se na escola tem festa da primavera ou se sua escola é mista ou só para meninos ou só para meninas e etc.

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo" - Séries Educação e Festas e Comemorações.

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ATIVIDADES TEMÁTICAS

 

FESTAS E COMEMORAÇÕES


1-Observando transformações no espaço/resgatando as festas do município.

OBJETIVO

Relembrar festas e comemorações do município gonçalense.

ATIVIDADE

Resgatar as comemorações, a princípio "esquecidas", através das fotos da exposição. Deve-se pedir aos alunos que façam a anotação de todas as festas identificadas por eles, sejam religiosas, cívicas ou profanas. Discutir sobre elas em sala de aula, rememorando outras não retratadas.

RECURSOS

Fotografias da Exposição "Imagens de São Gonçalo" - Série Festas e Comemorações.

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RUAS E BAIRROS


2 - Analisando mudanças espaciais.

OBJETIVO

Construir com o aluno o conceito de mudança espacial, assim como, também, fixar no imaginário deles, as possíveis histórias de São Gonçalo através das imagens.

ATIVIDADE

Pedir aos alunos que observem bem as fotos. Dessa forma, questionar-lhes de que local pertence uma certa imagem. Se houver dificuldades, dar a eles pistas.
Eleger duas fotos do mesmo local, porém com cronologias diferentes. Com isso, levantar questões sobre mudanças espaciais e sociais.

a)- Houve mudanças na paisagem?
b)- Houve aumento da população?
c)- Houve transformações nas ruas como, por exemplo, calçamentos?

Perguntar aos estudantes se seus parentes e amigos possuem fotos antigas de São Gonçalo ou se lembram de histórias de São Gonçalo. Sendo assim, pedir que eles comparem, através da memória, as suas fotos ou lembranças com as da exposição.
Pedir ao alunos que selecione entre as fotos, a que mais lhe chamou a atenção. Dessa forma, pedir-lhes que façam uma redação, e descrevam a imagem retratada. Ou, que nessa redação descrevam as mudanças, com relação ao tempo, espaço.
A partir das fotos da exposição, produzir novas legendas.

RECURSOS

Fotografias da Exposição "Imagens de São Gonçalo" - Série Ruas e Bairros.

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3 - Observando mudanças urbanas.

OBJETIVO

Observar um detalhe da cidade de São Gonçalo para ampliar informações sobre o local retratado.

ATIVIDADE

Utilizando, como objeto de observação, a foto de abertura da Exposição Imagens de São Gonçalo, mais exatamente a foto que mostra a Rua Feliciano Sodré, no ano de 1930 (Rua recém calçada), pedir aos alunos que relatem a evolução espacial dessa rua do ponto de vista físico e demográfico. Utilizar as demais fotos da exposição onde a rua Feliciano Sodré aparece retratada.

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo" onde apareça retratada a rua Feliciano Sodré.

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EDUCAÇÃO


4 - Resgatando o universo escolar.

OBJETIVO

Resgatar o universo escolar de São Gonçalo, durante o século XX.

ATIVIDADE

Pedir aos alunos que identifiquem aspectos do universo escolar gonçalense ao longo do século XX.

a)- A divisão que existia nas escolas, como turmas mistas (homens e mulheres) e turmas só com homens ou só com mulheres;
b)- Os tipos de instituições educacionais, como as para menores abandonados, para crianças, para jovens e para adultos;
c)- Como eram os uniformes;
d)- Os tipos de instituições educacionais, quanto a formação que elas ofereciam: o ensino fundamental ou médio? Ou ambos?

RECURSOS

Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo" - Série Educação.

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TRABALHADORES


5 - Construindo o mundo do trabalho.

OBJETIVO

Construir o universo dos trabalhadores gonçalenses, em diversas épocas.

ATIVIDADE

Observar as fotos da Série Trabalhadores, questionando:

a)- Quais as profissões que são identificadas nas fotos retratadas?
b)- Elas ainda existem hoje, em São Gonçalo?
c)- Quais as profissões mais exercidas por homens? E por mulheres?
d)- Em que época as mulheres aparecem como força de trabalho ?

Pretende-se com este primeiro questionamento, facilitar uma análise das profissões contidas nas fotografias, destacando continuidades e rupturas. Espera-se que o aluno consiga identificar, por exemplo, que os condutores de bondes não fazem mais parte do universo gonçalense de hoje. O professor pode destacar que ainda existem bondes em outras regiões, como na cidade do Rio de Janeiro, em Santa Tereza.

e)- Classificar as fotos que retratam trabalhadores urbanos e trabalhadores rurais. Qual tipo predomina?
f)- Quais trabalhadores estão relacionados a atividades industriais?
g)- Quais destas atividades vocês conhecem? Quais ainda existem hoje?

Após a discussão destas questões o professor colherá tudo que foi dito em sala, organizando as informações em um texto.
O aluno, por sua vez, pode ser o responsável por um outro texto baseado na seguinte pergunta:

h)- Qual a época mais retratada nas fotos?

Depois de encontrado as repostas para essa questão, peça ao aluno que destaque as fotos correspondentes a esta época e em grupo elabore uma redação sobre a década destacada.

i)- A partir das seguintes categorias, classifique as fotos : educação, transporte, indústria, saúde, agricultura e pesca.

Após a classificação, divida a turma em grupos e separe uma ou mais categorias para cada grupo e peça que elabore uma redação, sobre a categoria a eles designada.
Após todas as atividades acima descritas, o professor terá em suas mãos um grande material, produzido com a turma. Agora cabe juntar e organizar essas informações.
Para concluir essa atividade o professor distribuirá a cada integrante da turma o resultado de seu trabalho e se for possível esse resultado poderia ser repartido com todo o colégio.
Outra sugestão também seria que as pesquisas abaixo descritas, junto com o material trabalhado em sala pudessem ser expostas para todo o colégio. Seria uma forma de valorizar o trabalho do aluno e de sua cidade.

RECURSOS

Fotografia da Exposição "Imagens de São Gonçalo"- Série Trabalhadores.

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SUGESTÕES DE ATIVIDADES EXTRACLASSES:

A - Pesquisas sobre:

a)- São Gonçalo e os trabalhadores
b)- Locais fotografados e locais de trabalho
c)- Fábricas fotografadas
d)- Economia gonçalense
e)- Profissões
f)- Meios de transporte
g)- Meios de Produção (ferramentas de trabalho, do mais simples ao mais apurado, das maquinas das fabricas as redes da pesca.)

B - Entrevistas com os trabalhadores do setor público e/ou privado, que exerçam suas atividades em São Gonçalo ou em cidades vizinhas.

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POLÍTICA


6 - Trabalhando com conceitos.

OBJETIVO

Trabalhar com conceitos esturturadores da análise política, tais como: associações, movimentos, partidos, grêmios, comícios; e sujeitos da política como: Vereador, Prefeito, Deputado, Senador, Presidente, dentre outros.

ATIVIDADE

O Professor pedirá que os alunos observem as fotografias da Série Política, identificando: associações, movimentos, partidos, grêmios, comícios; e sujeitos da política como: Vereador, Prefeito, Deputado, Senador, Presidente, dentre outros.
O professor pode questionar sobre a presença de pessoas ilustres vinculadas ao cenário político nacional nestas fotos, e questionar se os alunos já presenciaram a vinda de algum candidato à presidência a São Gonçalo. Pode ser questionada também a presença de uma mulher como líder na Câmara de Vereadores, o papel da mulher na política local e nacional.

RECURSOS

Fotografias e textos da Exposição "Imagens de São Gonçalo" - Série Política.

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7 - Política como possibilidade de transformação.

OBJETIVO

Refletir sobre a política como forma de transformar o espaço público.

ATIVIDADE

Para refletir sobre o tema : "Política como prática para construir um mundo melhor", o professor de propor a seguinte simulação aos alunos:
"Se tivessem uma organização como a Associação Gonçalense de Estudantes (AGE), o que eles reivindicariam? Como se organizariam? Quais seriam as suas metas? Quais seriam os seus símbolos?".
O professor pode pedir aos alunos que criem seus símbolos: nome da Associação, bandeira, ícones, hino.

RECURSOS

Fotografias da Exposição "Imagens de São Gonçalo" - Série Política e o tema "Política como prática para construir um mundo melhor".


8 - Relacionando símbolos a identidades.

OBJETIVO

Relacionar símbolos, tais como bandeiras, a identidades coletivas.

ATIVIDADE

O professor pedirá aos alunos para desenharem as bandeiras que se encontram nas fotografias identificando o que cada uma representa.
Poderá propor também que o aluno elabore uma bandeira que represente a turma e através de um debate escolher os símbolos que irão compor a bandeira da classe.

RECURSOS

Fotografias da Exposição "Imagens de São Gonçalo" - Série Política.

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SUGESTÃO DE ATIVIDADES EXTRACLASSES:

A - Pesquisas sobre:
a)- Movimento feminista.
b)- Movimento Estudantil.
c)- Movimento Comunista.
d)- São Gonçalo nas décadas de 50 e 60.

B - Redação sobre o seguinte tema "Política para construir um mundo melhor".

C- O professor pode pedir que os alunos pesquisem sobre as bandeiras que fazem parte de seu universo de conhecimento, dizendo com a qual(is) ele se identifica.

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ÍCONES


9 - Ícones e memória.

OBJETIVO

Propor uma discussão do conceito de ícone e sua importância para a construção de uma memória coletiva.

ATIVIDADE

Ícones são símbolos compartilhados pela comunidade. São referenciais que rememoram a cidade, seus habitantes, seus valores. Podem ser monumentos arquitetônicos, personalidades, entre outros.
O professor pedirá ao aluno para identificar ícones retratados. Deve discutir os sentidos de cada um para a memória local e para o universo dos alunos.
Poderá sugerir a enumeração de novos ícones pelos alunos.

RERCURSOS

Fotos da exposição "Imagens de São Gonçalo" - Série Ícones.

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PANORÂMICA


10 - Ocupando espaços.

OBJETIVO

Discutir o processo de ocupação do espaço de São Gonçalo no século XX.

ATIVIDADE

Partindo da observação e da comparação das imagens que compõem a Série Panorâmica, o professor, junto com os alunos deve identificar mudanças nos espaços da cidade de São Gonçalo. O professor deverá também discutir os significados dessas mudanças para o meio-ambiente - devastação, ocupação desordenada, poluição - e para as vidas do moradores locais.

RECURSOS

Fotos da Exposição Imagens de São Gonçalo - Série "Panorâmica"

 

 

 

 


 

 

 

Sinésio Pires Cavalcante

Sinésio Pires Cavalcante nasceu na Paraíba em 27 de Junho de 1915. Viveu sua infância em São José de Piranha, no sertão paraibano. Aos 18 anos, desembarcou no Rio de Janeiro alistando-se na Marinha, como fuzileiro naval, servindo nessa corporação de 1933 a 1946. Nesse período casou-se e sua esposa teve seu primeiro filho. Em 1950, mudou-se para São Gonçalo. Faleceu em 13 de Abril de 1997, no Hospital Naval no Rio Grande do Norte.
Na Marinha, dentre outras atividades, dedicou-se ao jornalismo, experiência que já desenvolvera ao trabalhar no jornal "A Imprensa", em João Pessoa, antes de mudar-se para o Rio de Janeiro. Ali participou do jornal "A Granada", criado pelo comandante Benjamim Sodré, na Ilha do Boqueirão e foi secretário do jornal "O Naval", que circulou de 1939 até 1943.
Depois de sair da corporação militar, dedicou-se à fotografia, abrindo um estúdio, no Rodo de São Gonçalo, que lhe propiciou assinar muitos dos seus trabalhos como fotógrafo na cidade. Do estúdio não partiram apenas fotos de casamento, aniversários e batizados. Sinésio flagrou, através de suas lentes, acontecimentos significativos do cotidiano de São Gonçalo. Parte do acervo deste fotógrafo, encontra-se, hoje, à disposição de estudantes e pesquisadores no MEMOR.
Considerado por alguns de seus biógrafos como um pioneiro repórter fotográfico, no município, Sinésio Cavalcante exerceu também cargos públicos em nível municipal e estadual. Além destes foi presidente do Rotary Club de São Gonçalo e, do Clube de Diretores Lojistas, desta mesma cidade, por duas vezes. Em 1970, concluiu seu curso de Direito na Universidade Federal Fluminense. Antes do seu falecimento, publicou o livro Lembranças de um fuzileiro naval, em 1993, através da Companhia Brasileira de Artes Gráficas.
Fontes:
DO fuzil à máquina fotográfica. O São Gonçalo, São Gonçalo, 1 a 3 de julho de 1995.
DOIS momentos literários de Sinésio Cavalcante. O São Gonçalo, São Gonçalo, 10 de julho de 1995.
SINÉSIO: sua vida. O São Gonçalo, São Gonçalo, 12 de junho de 1997.
OBITUÁRIO. Sinésio Pires Cavalcante, aos 82 anos. O Globo, Rio de Janeiro, 19 de abril de 1997.
Acervo MEMOR
CAVALCANTE, Sinésio P. Lembranças de Um Fuzileiro Naval. São Gonçalo: Ed. Companhia Brasileira de Artes Gráficas, 1993.
Fotos da Exposição "Imagens de São Gonçalo: Fotografia e História".

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ZALMIR GONÇALVES.

Nascido em Niterói, no dia 05 de Maio de 1938, Zalmir Gonçalves teve sua infância entre o bairro Barreto em Niterói e o Barro Vermelho, em São Gonçalo. Pai de dois filhos, Francine do primeiro matrimônio e Rui Francisco do segundo matrimônio, atualmente mora em Santa Rosa em Niterói.
Seu interesse por fotografia surgiu aos 12 anos e aos 17 anos, fez um curso de fotografia na Sociedade Fluminense de Fotografia, curso interrompido pela necessidade de alistar-se. Nesse curso aprendeu as técnicas básicas fotográficas.
Posteriormente, Zalmir montou junto com um amigo um estúdio fotográfico em sua própria casa registrando, com sua câmera, festas, casamentos, entre outras comemorações.
Em 1960, trabalhando para a revista Atualidades, Zalmir começou a sua trajetória como repórter fotográfico, marcando sua presença em diversos jornais: "O Dia", "O Globo", "Ultima Hora", "O Fluminense" e na revista "A Gaivota".
Atualmente Zalmir trabalha na FAN (Fundação de Arte de Niterói), que se encontra restaurando prédios antigos de Niterói.
Ao afastar-se do fotojornalismo, passou a trabalhar com fotos artísticas, enfocando principalmente São Gonçalo. Neste município, com alguns amigos, criou a Sociedade Gonçalense de Fotografia em 1998, da qual é presidente.
Além do trabalho na área fotográfica, dedica-se a organizar um guia turístico do município gonçalense e a escrever uma coletânea de notas biográficas sobre fotógrafos que fizeram parte da historia de São Gonçalo. É membros de diversas associações gonçalenses, dentre elas o MEMOR.

Fonte:
Entrevista realizada com o fotógrafo Zalmir Gonçalves em 10/04/2001, por Rose Magalhães da Silva.

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Sociedade Gonçalense de Fotografia

A Sociedade Gonçalense de Fotografia foi criada em 22 de julho de 1998. Dentre seus fundadores podemos citar os fotógrafos: Zalmir Gonçalves, José Bruno Filho, Luís Alvarenga Alexandre e Décio Brian.
Os objetivos traçados para a sociedade são: difundir a fotografia como arte e profissão, promover exposições, mostras, passeios fotográficos, participar de salões e organizar cursos, palestras e seminários.
Desde de 1998 até o primeiro semestre de 2001 já havia organizado duas palestras: "Historia e fotografia" em 1999 e "O que é um foto-clube? E a Historia da fotografia no Brasil" em 2000. Participou de diversos salões, como por exemplo: XI Bienal de Arte fotográfica no ano de 2000.
No âmbito gonçalense a Sociedade Gonçalense, em parceria com o MEMOR, organizou a exposição "São Gonçalo - Ontem e Hoje" e realizou também a 1º Mostra de Fotografia em São Gonçalo, exposta na galeria de arte do ICBEU.
A Sociedade conta hoje com 40 membros. Por não possuir sede própria reúne-se no prédio do ICBEU.

Fonte:
Entrevista realizada com o fotógrafo Zalmir Gonçalves em 10/04/2001, por Rose Magalhães da Silva.

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CATALOGAÇÃO NA FONTE
UERJ/REDE SIRIUS/PROTAT

C122 Caderno pedagógico / Haydeé da Graça Figueiredo, coord. -
São Gonçalo : UERJ, FFP, Laboratório de Pesquisa
Histórica, 2001.
44 p.

Acompanha a Exposição Itinerante "Imagens de São Gonçalo : Fotografia e História".

1. São Gonçalo (RJ) - História - Fotografias - Exposições. 2. São Gonçalo (RJ) - História - Estudo e ensino. I. Figueiredo, Haydeé da Graça. II. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Faculdade de Formação de Professores. Laboratório de Pesquisa Histórica. III. Título : Imagens de São Gonçalo : fotografia e história.

CDU 908(815.3)(061.43:084.121)



CRÉDITOS

Coordenação: Haydée da Graça Figueiredo

Estagiários: Alex Nunes da Silva.

Rose Magalhães da Silva.

Colaboração: Rui Aniceto Nascimento Fernandes

Revisão: Marilda Santos


LABORATÓRIO DE PESQUISA HISTÓRICA: HISTÓRIA DE SÃO GONÇALO

Alix Pinheiro Seixas de Oliveira

Haydée da Graça Figeuiredo

Luís Reznik

Márcia de Almeida Gonçalves.

 











16-Influência não só na vida escolar mas também na vida política, social e simbólica da sociedade gonçalense, como se verá adiante. Não só da religiosidade católica, mas da religiosidade de um modo geral. Não é por acaso que em 6 das 8 fotos da seção Ícones são retratados como símbolos da cidade 5 monumentos que dizem respeito a religiosidade, a saber as capelas de Itaoca, da Luz, da Fazenda Colubandê, a Igreja Matriz de São Gonçalo e o Templo Batista da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo.







17-A Série Ícones traz três fotografias da matriz onde podem ser observados algumas alterações no templo e no seu entorno.
Igreja Matriz. Década de 1920. Daniel Ribeiro. Centenário da Independência do Brasil. Álbum do Estado do Rio de Janeiro. In: Ibid. ABRIR FOTO
Igreja Matriz. Década de 1930. Autor desconhecido. São Gonçalo Cinqüentenário.
In: ibid. ABRIR FOTO
Igreja Matriz em reforma. 12/12/1977. Pedro. Jornal O Fluminense. In: ibid. ABRIR FOTO

 

 

 

34-Fotografias já citadas anteriomente.






40-Luiz Palmier. São gonçalo. Cinqüentenário. História, Geografia e Estatística.
Rio de Janeiro: Serviços Gráficos do IBGE, 1940.p.7.


*-
Mestrando em História Social pelo PPGHIS do ICHF/UFF. Atualmente é bolsita do
PROATEC - Programa de Apoio Técnico às atividades de Ensino, de Pesquisa e Extensão -
do Laboratório de Pesquisa Histórica da FFP-UERJ.